Em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta sexta‑feira (30/10), Eduardo Gomes, vice‑presidente do Senado e filiado ao PL‑TO, afirmou que ainda é cedo para definir um eventual substituto de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) no protagonismo político. O parlamentar destacou que a discussão sobre a sucessão deve aguardar um momento mais claro, quando todas as lideranças conversarem.
Gomes mencionou, entre os nomes que podem entrar na pauta, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que teria retomado a possibilidade de disputar a Presidência em 2030. “Ele é um líder inconteste nesse campo político no Brasil. Governa o maior estado do país, chegou à reeleição, elegeu os dois senadores da sua chapa e a grande maioria das bancadas federal e estadual de São Paulo”, disse o senador.
Além de Tarcísio, o vice‑presidente citou também os governadores Sergio Moro (Paraná) e Jorginho Mello (Santa Catarina), ambos do PL, e o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos). Gomes ressaltou a “ansiedade” em entender como será o processo de acomodação das forças políticas após uma eleição tão disputada, mas indicou que ainda há muitas incógnitas que só serão esclarecidas com o tempo.
A matéria ainda traz informações sobre a estratégia do PL para a próxima legislatura, indicando que a bancada do partido deverá ser a maior no Senado a partir de 2027, com 29 ocupantes, e que há discussões internas sobre possíveis candidaturas à Presidência da Casa, incluindo nomes como Rogério Marinho (RN) e a senadora Tereza Cristina (PP‑MS).
