Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) viajou para os Estados Unidos logo após as eleições de 2026, fato que, segundo a Gazeta do Povo, provocou uma reorganização nas forças políticas do Congresso. A partida do senador foi interpretada pela bancada da oposição como tentativa de pressão do ministro Alexandre de Moraes e acabou unindo o Partido Liberal (PL) em torno da candidatura de Rogério Marinho (PL‑RN) à presidência do Senado em 2027.
Analistas apontam que a presença de Flávio Bolsonaro no exterior foi usada como argumento de resistência ao que a direita considera “perseguição política” do Judiciário, reforçando o discurso de que a autonomia legislativa está em risco. Essa narrativa tem sido empregada para convencer senadores indecisos a apoiar Marinho, que se apresenta como defensor da independência do Senado frente a decisões monocráticas do STF.
Entretanto, a candidatura de Rogério Marinho ainda enfrenta obstáculos. O PL possui a maior bancada, com 29 senadores, mas Davi Alcolumbre conta com apoio da federação União Progressista e com as prerrogativas da Mesa Diretora, o que lhe garante vantagem na disputa interna. Alcolumbre, aliado próximo do presidente Lula, representa um eixo de centro‑esquerda que busca manter o equilíbrio entre os Poderes.
A estratégia da direita, agora centrada na candidatura de Marinho, enfatiza a necessidade de limitar a influência do STF para garantir a segurança institucional de cada parlamentar. O debate sobre a sucessão da presidência do Senado segue aberto, com a decisão final ainda a ser tomada nas eleições de 2027.
Fonte: Gazeta do Povo (https://www.gazetadopovo.com.br/republica/ida-de-flavio-bolsonaro-aos-estados-unidos-impulsiona-direita-na-eleição-do-senado/).
