O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (25/10) que desconhecia a volta da líder da oposição venezuelana María Corina Machado ao país, informou o Poder360. Ao ser questionado por jornalistas na Casa Branca, o republicano afirmou: "Não sei nada sobre isso, mas acho que ela é uma mulher muito simpática. Ela me deu o Prêmio Nobel, então como posso dizer outra coisa?".

Na mesma ocasião, Trump sinalizou que manterá o apoio à líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (PSUV). "Espero que ela esteja segura. Ela é uma mulher muito simpática. Mas estamos indo muito bem na Venezuela", acrescentou o presidente americano. A declaração ocorreu poucas horas após María Corina ser recebida por apoiadores em Caracas, depois de 10 meses no exílio, momento em que a opositora publicou em suas redes sociais: "Estou aqui. Com vocês".

O retorno da líder oposicionista acontece em um contexto de incerteza política na Venezuela. Após a captura do presidente deposto Nicolás Maduro por forças norte-americanas em janeiro de 2026, Delcy Rodríguez assumiu o poder e tem se aproximado de Washington. No mês passado, Trump anunciou o que chamou de "o maior acordo de petróleo da história mundial" com o governo venezuelano, um acordo que María Corina classificou como ilegítimo, argumentando que o grupo no poder não possui mandato democrático para negociar os ativos energéticos do país.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, atribuiu as condições para o retorno seguro de María Corina às negociações de reconciliação apoiadas por Washington. Enquanto Delcy Rodríguez afirmou na ONU que a Venezuela realizará eleições presidenciais, sem definir data, Trump disse em setembro que o país ainda não estava preparado para uma votação democrática, embora esperasse que ocorresse "em breve". María Corina defende a realização do pleito até julho de 2027.