O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) continua a analisar 18 ações judiciais que envolvem Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, mantendo viva a disputa entre os dois adversários mesmo após a vitória de Lula nas eleições presidenciais. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, o repórter Daniel Gullino explicou que doze das ações são contra a campanha de Lula e seis contra a de Flávio Bolsonaro, e que os processos podem se estender por meses ou até anos, podendo resultar em sanções dependendo das conclusões da Justiça Eleitoral.
As investigações abrangem supostos abusos na mobilização digital, uso de canais de WhatsApp – como o “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones – e grupos como a “Tropa do Flávio”, além de eventos públicos como o desfile de Carnaval que homenageou Lula e a participação de Flávio Bolsonaro na Festa do Peão de Barretos. O PT alega favorecimento de plataformas como Meta e X ao candidato Flávio, enquanto a campanha do senador questiona práticas adotadas nas redes sociais pelo grupo de Lula.
Gullino destacou que, embora as acusações ainda não representem irregularidades comprovadas, a judicialização da eleição atingiu um patamar recorde, com uma quantidade inédita de ações apresentadas pelos candidatos contra seus adversários. O repórter concluiu que o TSE terá papel decisivo na definição de eventuais penalidades, mas que o processo pode se arrastar por um período prolongado.
