O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou a retenção do passaporte do senador Flávio Bolsonaro no domingo (25/10), apenas sete minutos depois da proclamação oficial do resultado das eleições presidenciais. A decisão foi baseada em um inquérito sigiloso da Polícia Federal que investigava suposta lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar.
A Polícia Federal justificou o pedido de retenção em dois pontos: a suspeita de que Flávio Bolsonaro seria o “usuário master” de uma conta bancária em Portugal vinculada ao advogado Willer Tomaz, e uma declaração pública do deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, de que, caso o resultado fosse desfavorável, defenderia que Flávio deixasse o país. Esses elementos foram apresentados como fundamento para uma medida cautelar urgente, visando impedir uma possível fuga.
Após ser intimado a entregar seus documentos, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil com a família e viajou para os Estados Unidos, segundo interlocutores do parlamentar. A reportagem indica que ele pretende solicitar asilo político ao governo dos Estados Unidos, alegando perseguição pelo Judiciário brasileiro, e que o Departamento de Estado americano deve conceder os vistos necessários para a permanência da família.
A medida gerou críticas de juristas e aliados políticos, que questionam a rapidez e a fundamentação da decisão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia alertado Flávio Bolsonaro em debate televisivo, classificou a viagem do senador como “vergonhosa”. Fonte: Gazeta do Povo.
