As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) solicitaram providências judiciais para estender o tempo de atendimento aos eleitores no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25/10). Os pedidos foram motivados por dificuldades de transporte e deslocamento registradas no dia da votação, segundo a apuração da Jovem Pan.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, recebeu a primeira solicitação por volta das 13h30. Em seguida, às 15h46, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, foi acionado, e o tema chegou ao ministro Cristiano Zanin. Conforme relatado pela fonte, Zanin decidiu pela prorrogação do horário em um intervalo de aproximadamente dez minutos.
Após a decisão inicial, Zanin conversou por telefone com Nunes Marques, com a participação de Fachin. O presidente do TSE explicou que a reabertura de locais onde a votação já havia sido encerrada era tecnicamente inviável. Diante disso, o alcance da decisão foi ajustado para contemplar somente as seções que permaneciam abertas no momento da determinação.
A prorrogação do horário de funcionamento das seções passou a ser um dos principais argumentos utilizados por Flávio Bolsonaro para contestar o resultado da eleição. A matéria destaca que a versão definitiva da decisão não permitiu a reabertura de locais já encerrados, limitando o impacto da medida apenas às urnas ainda em funcionamento.
