Na manhã desta quinta‑feira (29/10), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, decidiu arquivar cinco investigações que faziam parte do inquérito das fake news, que já tramita há mais de sete anos. A medida foi anunciada pela Corte e beneficia, entre outros, o ex‑ministro do Turismo no governo Jair Bolsonaro, Gilson Machado (PL).
Um dos casos encerrados referia‑se à suposta tentativa de emissão de passaporte português para o tenente‑coronel Mauro Cid, investigada por possível vínculo com a ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado. As investigações não encontraram indícios mínimos de autoria ou materialidade, resultando na devolução de dois celulares e de uma arma de fogo.
Outra frente arquivada envolvia o deputado estadual Alex Brasil (PL‑SC), acusado de desinformação eleitoral ao compartilhar conteúdo que alegava a possibilidade de descobrir em quem um eleitor votou usando o CPF. Como o mesmo pedido já havia sido arquivado em março de 2025, Fachin optou pelo encerramento por duplicidade.
O terceiro caso dizia respeito a Flávia Cordeiro Magalhães, que foi investigada após publicar em junho de 2023 que o ministro Alexandre de Moraes teria visitado o chefe do Primeiro Comando da Capital, Marcola, na prisão. A Procuradoria‑Geral da República considerou frágeis as provas, e Fachin revogou o mandado de prisão preventiva, retirou restrições migratórias e encerrou a investigação.
Um quarto arquivamento atingiu a investigação sobre o canal de Telegram "Passarinho Verde", acusado de apologia a crimes de racismo contra judeus. Sem identificação dos administradores e sem linhas investigativas restantes, Fachin decidiu pelo arquivamento, ressaltando que o caso pode ser reaberto caso surjam novas provas. Fonte: Gazeta do Povo.
