O senador Rogério Marinho (PL‑RN) declarou nesta terça‑feira (27/10) que não tinha conhecimento prévio da saída do ex‑candidato à presidência Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Marinho, que coordenou a campanha de Flávio, afirmou que a fuga ocorreu menos de 48 horas após a derrota nas eleições presidenciais de 2022, e que ele recebeu uma mensagem de texto de Flávio por volta das 8h da manhã do dia 27, na qual o candidato dizia que iria “dar um tempo” e que retornaria ao contato com os aliados.

Segundo a reportagem da CartaCapital, o embarque de Flávio Bolsonaro foi realizado de forma oculta, e ainda não se sabem os detalhes do trajeto. O senador ressaltou a importância de Flávio, que obteve cerca de 60 milhões de votos, assumir um papel de liderança da oposição ao governo, que ele considera prejudicial ao país.

Flávio Bolsonaro está sendo investigado pela Polícia Federal em múltiplos inquéritos que envolvem evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção. Em 26/10/2026, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o ex‑candidato entregasse seus passaportes à PF; os documentos não foram devolvidos, e a ordem judicial, que estava sob segredo de justiça, foi tornada pública por Marinho nas redes sociais. Por descumprimento, a PF cancelou os passaportes de Flávio.

A fuga também foi destacada por outras fontes, como a Agência Brasil, que informou sobre a repercussão internacional do caso. Até o momento, não há declarações públicas de Flávio Bolsonaro sobre o ocorrido.