O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) corre o risco de perder o mandato ainda neste ano caso ultrapasse o limite de 1/3 das ausências não justificadas nas sessões deliberativas do Senado, conforme o artigo 32 do Regimento Interno. Até o dia 28 de outubro de 2026, ele acumulou 11 faltas não justificadas, número que já inclui a ausência na sessão de 28/10 e as ausências registradas entre a formalização de sua candidatura à Presidência e a apuração dos resultados eleitorais.

O Senado realizou 49 sessões de votação até quinta‑feira, 29 de outubro de 2026, e tem previstas mais 23 sessões antes do recesso que começa em 23 de dezembro. Se o calendário permanecer, o total de sessões chegará a 72, o que tornaria 24 ausências o limite de 1/3. Caso Flávio continue ausente sem justificativa ou autorização, a Mesa da Casa deverá declarar a perda do mandato, assegurada a ampla defesa, sem necessidade de votação em plenário.

Além da possível perda de mandato por faltas, a Mesa Diretora ou um partido com representação no Congresso pode encaminhar um pedido ao Conselho de Ética para cassação por quebra de decoro parlamentar, o que exigiria 41 votos dos 81 senadores. A deputada Sâmia Bonfim (PSOL‑SP) já anunciou, via X, que solicitará à Mesa Diretora a perda de mandato e suspensão da remuneração de Flávio por abandono do posto.

Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 27 de outubro, após ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que também proibiu sua saída do território nacional. A situação ocorre no contexto de investigações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.