O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil na noite de terça‑feira (27/10) ao atravessar a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na Argentina. Acompanhado pela esposa Fernanda Bolsonaro e pelas filhas Carolina e Luiza, ele embarcou em um voo privado operado pela Baires Fly S.A. que fez escala em Guayaquil (Equador) e segue para o aeroporto executivo Miami‑Opa Locka (OPF), com pouso previsto para as 10h39 (horário de Brasília) nesta quarta‑feira (28/10).
A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que a família apresentou documentação válida e entrou no país sem impedimentos migratórios. No entanto, a viagem ocorre apesar de medida cautelar do ministro Alexandre de Moraes (STF), que havia proibido Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil e exigido a entrega de seus passaportes à Polícia Federal no âmbito de investigação por suposta lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
A saída do senador acontece três dias após sua derrota nas eleições presidenciais de 25 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79 % dos votos válidos. Flávio Bolsonaro questionou o resultado e levantou suspeitas sobre o processo eleitoral, mas o PL reconheceu a vitória de Lula. Até o momento, não há informações oficiais sobre a duração da estadia de Flávio nos Estados Unidos nem sobre eventual manifestação da defesa em relação ao descumprimento da ordem judicial.
A situação permanece sob vigilância das autoridades brasileiras, que podem adotar novas medidas caso o senador continue a desrespeitar a restrição de viagem imposta pelo STF.
