O senador Alessandro Vieira (MDB‑SE), que também é ex‑delegado de polícia, declarou que a decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil após a derrota nas eleições presidenciais não permite que o filho do ex‑presidente se apresente como líder da oposição. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Vieira afirmou que “não existe liderança EAD, não existe liderança à distância”.
Vieira questionou a justificativa de Flávio de que a mudança para os Estados Unidos seria necessária por perseguição política, apontando que membros da família Bolsonaro e uma bancada de parlamentares ainda atuam no Congresso nacional. O senador ressaltou que “não dá para dizer que o Brasil é uma ditadura e que só posso falar se eu fugir do país”.
Além da crítica ao afastamento, o senador comentou a carta divulgada por Flávio Bolsonaro, na qual o jovem político se apresentava como presidente eleito. Vieira classificou a primeira versão do documento como “gravemente equivocada”.
A fala de Vieira foi registrada em vídeo e resumida pela VEJA, que publicou a matéria em 29 de outubro de 2026, às 21h39 (horário de Brasília).
