Segundo o Poder360, os dados do sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontam que o candidato ao governo de Santa Catarina Gelson Merísio (PSB) foi o que mais destinou recursos próprios para a campanha nas eleições de 2026, com R$ 1,15 milhão, valor que corresponde à totalidade dos recursos registrados para a sua candidatura.
Em seguida, aparece Wilson Grassi (Democrata), candidato à Presidência da República, que utilizou R$ 1,05 milhão de recursos próprios, representando 99,99% do total arrecadado pela campanha. O terceiro lugar ficou com Kiko Caputo (Novo), candidato ao governo do Distrito Federal, que investiu R$ 705 mil de recursos próprios, o que equivale a 62% do total registrado.
Outros candidatos que figuram entre os dez que mais usaram dinheiro próprio são Vicentinho Júnior (PSDB), governador do Tocantins, com R$ 642 mil (77,5% do total vem do diretório nacional do partido); Hildon Chaves (União Brasil), governador de Rondônia, com R$ 621 mil (11,92% do total, enquanto o diretório nacional do partido aportou R$ 4 milhões); Paula Belmonte (PSDB), candidata ao governo do Distrito Federal, com R$ 619 mil (54,5% do financiamento provém do partido); Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência, com R$ 550 mil (78% vem do Avante); Jaques Wagner (PT-BA), senador em reeleição, com R$ 533 mil; Otaviano Pivetta (Republicanos-MT), governador de Mato Grosso, com R$ 500 mil; e Eliseu Gabriel (PSB-SP), deputado federal, com R$ 437 mil.
Os números mostram que, embora a maior parte do financiamento de muitas dessas candidaturas venha de partidos ou diretórios, uma parcela significativa foi proveniente de recursos próprios dos próprios candidatos, indicando uma estratégia de autofinanciamento relevante nas disputas eleitorais de 2026.
