O coordenador da campanha do PL, Rogério Marinho (RN), afirmou nesta terça-feira (27/10) que recebeu uma mensagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) por volta das 8h, na qual o filho do ex-presidente dizia que iria "dar um tempo" antes de retomar o contato com os aliados. A declaração foi feita após o paradeiro de Flávio se tornar um mistério para a cúpula do partido, que não teve mais notícias dele desde então.

Segundo Marinho, o último contato presencial ocorreu na segunda-feira (26/10), por volta das 16h, em uma reunião que discutia a assunção da liderança da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Flávio, candidato derrotado no segundo turno. O encontro contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do senador eleito Guilherme Derrite (PL-SP).

Aliados relatam que Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil após descumprir o prazo para entregar seus passaportes à Polícia Federal, medida determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O jornal argentino Infobae informou que o senador teria viajado à Argentina e, em seguida, aos Estados Unidos, mas não há confirmação oficial desse trajeto. Marinho disse que o partido não foi informado sobre a viagem, mas declarou compreender a decisão, embora não a concorde.

O coordenador da campanha criticou a decisão de Moraes, alegando que a Polícia Federal solicitou as medidas cautelares apenas 7 minutos após a proclamação do resultado eleitoral. Flávio Bolsonaro é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro em um caso que também envolve o advogado Willer Tomaz. A ordem judicial determinou a entrega dos passaportes comum e diplomático e proibiu o senador de deixar o território nacional.