O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho, afirmou que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação do segundo turno das eleições deste domingo (25/10) representa um “nível impressionante de intervenção” de magistrados. Em publicação nas redes sociais, Marinho alertou que “qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia”.
A prorrogação, solicitada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para garantir igualdade entre eleitores, estendeu o horário de encerramento das urnas de 17h para 19h em todo o território nacional. A mesma medida foi pedida pela campanha bolsonarista apenas para localidades com problemas climáticos, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Zanin concedeu a extensão minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciar a apuração, quando apenas 0,25 % das urnas haviam sido contabilizadas. Em seguida, o ministro esclareceu que a mudança de horário vale apenas para as urnas ainda abertas, o que gerou dúvidas operacionais em alguns estados, inclusive no Distrito Federal, onde o TRE‑DF alegou falta de tempo hábil para atender à determinação.
Marinho, que lidera a oposição no Senado, concluiu seu comunicado pedindo “bom senso” e reforçando a necessidade de preservar a democracia diante de decisões judiciais que, segundo ele, podem ser interpretadas como tentativas de interferência no processo eleitoral. Fonte: Metrópoles.
