O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), declarou nesta quarta-feira (28/10) que não existem provas que sustentem as alegações de fraude eleitoral feitas pelo ex-candidato. Em entrevista coletiva, Marinho afirmou que nem ele nem o Partido Liberal podem endossar tais acusações, uma vez que não há elementos concretos que as comprovem.
Flávio Bolsonaro, que viajou para os Estados Unidos após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito de outubro, divulgou uma carta em suas redes sociais contestando o resultado. Para Marinho, o conteúdo do documento reflete um "desabafo" pessoal do aliado em razão da decisão de deixar o Brasil. O senador classificou a ida de Flávio ao exterior como um movimento voluntário, embora tenha utilizado o termo "exilado" para se referir à situação do político.
Sobre a polêmica em torno do texto original da carta, que inicialmente se autointitulava "presidente eleito" e foi posteriormente alterado para "líder do Brasil", Marinho minimizou o episódio como um possível erro de confecção. O senador também rechaçou qualquer expectativa de intervenção estrangeira, pontuando que o Brasil deve resolver seus próprios problemas internos, após ser questionado sobre a posição do presidente dos EUA, Donald Trump, de não se envolver na questão.
