O coordenador da campanha presidencial do PL, Rogério Marinho, declarou nesta terça-feira (27/10) que o partido não foi informado sobre a possível saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. Em coletiva na sede da legenda, Marinho afirmou que a cúpula do PL desconhecia o paradeiro do filho do ex-presidente, que teria deixado o país após descumprir o prazo para entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF), conforme determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A informação foi divulgada pelo Poder360.

Segundo Marinho, o último contato com Flávio ocorreu por volta das 8h desta terça-feira, quando o senador enviou uma mensagem dizendo que iria 'dar um tempo' e voltaria a conversar com os aliados. O coordenador da campanha ressaltou que, embora compreenda a decisão de Flávio de sair do país com a família, isso não significa concordância com a atitude: 'Eu disse que compreendo, eu não disse que concordo'.

A suspeita de que Flávio esteja nos Estados Unidos ganhou força após o descumprimento da ordem judicial de entrega dos passaportes comum e diplomático. O jornal argentino Infobae noticiou que o senador teria cruzado a fronteira rumo aos EUA, mas não há confirmação oficial sobre seu destino até o momento. Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro em caso que envolve o advogado Willer Tomaz, e a decisão de Moraes também proíbe o senador de deixar o território nacional.

Na segunda-feira (26/10), Marinho se reuniu com Flávio e outros aliados até cerca das 16h para discutir a necessidade de o candidato derrotado à Presidência assumir a liderança da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no domingo (25/10). O senador Rogério Marinho classificou a decisão de Moraes como possível preparação para ações persecutórias, apontando que a PF solicitou as medidas cautelares apenas 7 minutos após a proclamação do resultado eleitoral.