O CDS (credit default swap) de 5 anos do Brasil registrou 134,87 pontos na quinta‑feira (29/10/2026), alta de 13,09% em relação ao nível de 119,26 pontos observado em 23 de outubro. O indicador chegou a 143,87 pontos na segunda‑feira (26/10), logo após o segundo turno da eleição presidencial realizado no domingo (25/10).
Segundo o Poder360, a elevação reflete a reavaliação dos riscos associados aos ativos brasileiros após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O mercado demonstra maior cautela quanto às perspectivas econômicas e à condução da política econômica do novo governo, contrastando com a expectativa de que, caso Flávio Bolsonaro (PL) fosse eleito, a gestão seria menos expansionista.
O CDS funciona como um seguro contra o calote da dívida soberana; quanto mais alto o preço, maior o prêmio exigido pelos investidores para assumir esse risco. Embora o indicador não traduza diretamente uma probabilidade oficial de inadimplência, ele sinaliza que os investidores estão exigindo compensação maior para proteger-se contra um eventual calote da dívida pública brasileira.
A alta do risco‑país, portanto, indica que os agentes financeiros estão revisando suas avaliações de crédito do Brasil em um cenário pós‑eleitoral, sem que haja mudança imediata nas políticas fiscais ou monetárias anunciadas pelo governo.
