A vitória democrata nas eleições de meio de mandato para a Câmara e o Senado dos Estados Unidos representou um revés político para o presidente Donald Trump, mas não altera a situação dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro no país nem o acesso deles à Casa Branca, informou a Gazeta do Povo nesta quarta-feira (04/11). Analistas apontam que a reviravolta parlamentar não resultará em extradição: Flávio é senador até fevereiro e não possui condenação judicial no Brasil, enquanto Eduardo tem residência permanente nos EUA por meio de um Green Card.
Apesar de o resultado enfraquecer o movimento Maga ("Make America Great Again") e afetar aliados internacionais, especialistas avaliam que a perda de maioria no Congresso pode fazer com que Trump adote uma atuação externa ainda mais assertiva para tentar recuperar o voto latino rumo a 2028. Com isso, a América Latina continuaria como prioridade sob a gestão do secretário de Estado Marco Rubio, e figuras como os Bolsonaro poderiam ganhar palco caso sejam chamados a prestar esclarecimentos no Legislativo americano.
No cenário geopolítico e bilateral, analistas ouvidos pela publicação indicam que a nova configuração do Congresso americano traz um alívio diplomático ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reduzindo o espaço para retaliações legislativas e abrindo caminho para negociações pragmáticas. Contudo, especialistas ressaltam que a afinidade ideológica entre o republicano e a direita brasileira permanece inalterada.
