No domingo, 25 de outubro de 2026, pelo menos 75 ônibus do transporte público de Salvador foram impedidos de sair das garagens, com levantamento da Polícia Federal apontando redução de 42,1 % da frota (53 veículos a menos) em relação a um dia normal. O secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, teve prisão em flagrante decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE‑BA) por suposta redução da frota, medida que foi revogada pela Justiça Eleitoral nesta terça‑feira, 27 de outubro.
A Justiça determinou que a Procuradoria Regional Eleitoral e a Polícia Federal investiguem se a diminuição superior a 50 % da frota teve intenção de dificultar o deslocamento dos eleitores, citando possíveis crimes eleitorais como impedir ou embaraçar o exercício do voto. A Prefeitura de Salvador, a Semob e as empresas concessionárias têm 48 horas para apresentar documentos que comprovem a operação dos ônibus no dia da votação.
Prefeito Bruno Reis (União Brasil) e o secretário Pablo Souza afirmam que a retenção não teve objetivo eleitoral e atribuem o atraso a um “adesivaço” irregular nos veículos, relacionado a adesivos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o prefeito, foram os empresários do transporte que retiraram os adesivos e a prefeitura liberou a circulação dos ônibus ainda adesivados.
Ainda não há esclarecimento sobre quantos ônibus foram efetivamente afetados, quanto tempo durou a retenção e quem determinou a redução do serviço. O secretário de Mobilidade deve prestar entrevista ao Jornal da Manhã nesta terça‑feira, 27 de outubro, para responder às dúvidas da população e das autoridades eleitorais.
