Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu o quarto mandato na segunda volta das eleições gerais, vencendo Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) no domingo, 25 de outubro de 2026, com 64.256.232 votos (51,79 % dos válidos). Especialistas citados pela CNN Brasil apontam que a vitória foi fruto de uma mobilização civil inédita, que se estendeu além das fronteiras brasileiras. O cientista político Rafael Cortez destaca que a esquerda conseguiu se organizar nas redes sociais e levar apoiadores às ruas após um longo período de retração nas manifestações progressistas.
O impacto internacional da eleição foi observado por acadêmicos como Mauricio Santoro, do Centro de Estudos Político‑Estratégicos da Marinha, que afirma que o Brasil foi um dos poucos países a derrotar a extrema‑direita nas urnas, ao lado da Hungria e da Sérvia. Esse cenário gerou a adoção do gesto “L” – formado pelos dedos em forma de letra L – por líderes e manifestantes europeus. A ex‑prefeita de Barcelona, Ada Colau, compartilhou um vídeo pedindo que apoiadores “façam o L” em sinal de solidariedade ao presidente brasileiro.
Segundo o professor de Relações Internacionais Gunther Rudtiz (ESPM), o símbolo transcendeu seu significado original de apoio a Lula e passou a representar uma identidade política internacional, refletindo a capacidade da campanha de combinar mobilização de sociedade civil, manifestações de rua e uso intensivo das redes sociais. A CNN Brasil acompanha as reações e os desdobramentos desse fenômeno nas redes globais.
