O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, declarou que a carta divulgada por Flávio Bolsonaro – na qual o senador se autodenominou “verdadeiro presidente eleito” antes de mudar para “líder do Brasil” – não trará riscos de instabilidade institucional, mas ressaltou que o bolsonarismo continua como força política relevante no Brasil, na América Latina e no Ocidente. Em entrevista ao Estadão, Fonteles apontou que a derrota de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e a decisão de abandonar o país enfraqueceram sua atuação, porém a extrema‑direita ainda mantém peso nas disputas eleitorais.

O governador, cotado para o Ministério da Fazenda no próximo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, classificou a atitude de Flávio como “extremamente lamentável” e “geradora de ruído”, mas garantiu que “não vai gerar instabilidade nenhuma” porque todas as instituições, inclusive o PL, reconheceram a legitimidade do processo democrático. Fonteles ainda negou ter conversado com Lula sobre eventual cargo no governo e reiterou que não há negociação em curso.

Além da análise sobre a carta, Fonteles destacou que o bolsonarismo não desapareceu nas eleições recentes, embora tenha sofrido um enfraquecimento significativo. Ele lembrou que a extrema‑direita ainda exerce influência considerável no cenário político brasileiro e latino‑americano, indicando que o movimento permanece como um fator a ser monitorado nas próximas disputas.

A entrevista foi publicada no Estadão em 29 de outubro de 2026, às 19h17, e atualizada às 19h19, coincidindo com a divulgação da própria carta de Flávio Bolsonaro e com as declarações de Fonteles sobre o tema.