O Partido dos Trabalhadores (PT) declarou oficialmente nesta terça-feira (27/10) seu apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para o cargo de presidente da Câmara dos Deputados. A decisão foi tomada após reuniões de negociação realizadas na segunda-feira (26/10) e no início desta terça, focadas na definição de cargos na Mesa Diretora e na tramitação de pautas prioritárias do governo federal.
Segundo o líder petista na Câmara, Pedro Uczai (SC), o alinhamento busca garantir a governabilidade e afastar a influência da extrema-direita na condução dos trabalhos legislativos. Uczai ressaltou que o objetivo é impedir que o grupo político do PL, que não obteve sucesso nas urnas no primeiro turno das eleições gerais de 2026, assuma o comando da Casa. "Nossa responsabilidade é impedir isto, porque nós sabemos o que eles significam em termos de democracia", afirmou o deputado.
Em troca do apoio, o PT negocia posições estratégicas na estrutura da Câmara, incluindo a 1ª Secretaria ou uma das vice-presidências da Mesa Diretora, além da presidência de comissões como a CCJ (Constituição e Justiça) e a CMO (Orçamento). Com a adesão petista, Hugo Motta passa a contar com o apoio declarado de 12 partidos, consolidando sua base para a eleição prevista para fevereiro de 2027.
Outra demanda central do acordo é a votação, até o fim de 2026, da PEC da tarifa zero, encaminhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso em 21 de outubro. A proposta destina R$ 12 bilhões em emendas parlamentares para financiar o transporte público gratuito aos fins de semana e feriados a partir de 2027.
A formalização do apoio ocorre no contexto pós-eleitoral, com a posse dos novos parlamentares prevista para fevereiro de 2027, e marca a definição da aliança majoritária que conduzirá a pauta legislativa no próximo biênio.
