O Congresso em Foco analisou a expansão das apostas esportivas e dos jogos de azar online no Brasil, destacando os graves impactos sociais, econômicos e de saúde que têm causado a trabalhadores e suas famílias. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego, baseados em informações do INSS, mostram que o número de beneficiários de auxílio por incapacidade temporária vinculada ao jogo patológico subiu de 67 em 2023 para 361 em 2025, um aumento de cerca de 439% em dois anos.

A medida provisória nº 1.394/2026, que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets, está em análise no Congresso Nacional e foi questionada no STF, colocando em pauta a responsabilidade do Estado na proteção da saúde pública e da dignidade dos trabalhadores. O texto aponta que a facilidade de acesso às plataformas digitais facilita o endividamento e a dependência, afetando não apenas a situação financeira, mas também a saúde mental e a estabilidade familiar.

Além dos efeitos sobre os indivíduos, a matéria alerta para a responsabilidade dos clubes de futebol que, ao firmarem contratos milionários de patrocínio com empresas de apostas, contribuem para a normalização dessa prática. O autor defende que, embora os clubes necessitem de receitas, não podem ignorar os prejuízos sociais decorrentes da associação com o setor de bets.

Para enfrentar o problema, a publicação propõe que a proibição das bets seja acompanhada de políticas públicas de combate a plataformas clandestinas, educação financeira, fiscalização rigorosa e assistência a quem desenvolve dependência, garantindo que a saúde e a dignidade humana estejam acima dos interesses econômicos.