Edinho Silva, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), reconheceu que a desmobilização da militância após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 foi um grave erro político que quase comprometeu a reeleição do presidente nas urnas de 2026. Em entrevista ao jornal O Globo, o dirigente afirmou que a legenda sofreu um susto inesperado no primeiro turno, quando Lula ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) por pouco mais de dois milhões de votos.
Silva declarou que o PT passará por “mudanças profundas”, destacando a necessidade de superar contradições internas geradas pela campanha de Lula e de evitar que o partido se torne um “amontoado de projetos pessoais”. Ele ressaltou que a liderança partidária pretende reforçar a luta da classe trabalhadora e impedir a utilização da legenda para interesses individuais.
Para retomar a mobilização, o presidente nacional anunciou a convocação de uma reunião da Executiva Nacional com representantes de movimentos sociais, com o objetivo de ampliar a participação dessas organizações nas decisões e propostas do governo. O dirigente também afirmou que o PT está aberto a negociar com outras siglas, desde que os acordos respeitem o programa político de Lula, e que a reorganização partidária deve preparar a legenda para a sucessão presidencial de 2030.
A entrevista, publicada na Gazeta do Povo em 30 de outubro de 2026, traz ainda a indicação de que Lula apoia a reorganização interna do PT e orientou a direção a promover as mudanças necessárias, embora não tenha sido detalhado quais medidas específicas serão adotadas.
Fonte: Gazeta do Povo (https://www.gazetadopovo.com.br/republica/edinho-silva-admite-erro-pt-2022-promete-mudancas-profundas/).
