No domingo (25/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que seu governo conseguiu aprovar projetos legislativos mesmo sem controlar a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado. Segundo o senador Camilo Santana (PT‑CE), coordenador da campanha presidencial, a administração aprovou iniciativas importantes durante o segundo turno das eleições de 2026, apesar da ausência de maioria partidária. A fala foi publicada pela Agência Senado e repassada pela Jovem Pan.
O presidente ainda ressaltou que, embora conserve competências administrativas, a aprovação de leis, medidas provisórias, o Orçamento e propostas de emenda constitucional depende de negociação com parlamentares. Uma proposta de emenda à Constituição (PEC), por exemplo, requer 308 votos na Câmara e 49 no Senado, o que aumenta a necessidade de coalizão.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) também comentou o cenário, apontando que sua bancada ampliou alianças com partidos de centro e direita nas eleições legislativas, o que pode influenciar a dinâmica de governabilidade a partir de 2027, quando o novo mandato presidencial terá início.
A discussão sobre a governabilidade sem maioria partidária destaca a importância da negociação entre os poderes Executivo e Legislativo no Brasil, sobretudo em um Congresso com composição fragmentada resultante das eleições de 2026.
