No domingo, 25 de outubro de 2026, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE‑SP), desembargador José Antonio Encinas Manfré, declarou que o órgão só recebeu a comunicação oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prorrogação da votação às 18h17, e que, segundo o TRE‑SP, não houve prejuízo para os eleitores.

Manfré explicou que, embora a imprensa já tivesse divulgado a decisão do ministro Cristiano Zanin às 17h04, o TRE‑SP aguardou a notificação oficial antes de adotar qualquer medida. "Ouvimos pela imprensa e fomos à procura de informação. Oficialmente, às 18h17, recebemos a notícia oficial, mas tivemos toda cautela de aguardar. Não houve prejuízos", afirmou.

A extensão da votação, que passou das 18h às 19h, foi motivada por relatos de congestionamento no transporte público em São Paulo, com ônibus enfileirados, terminais lotados e longas esperas em bairros como Varginha, Santana, Jardim Ângela e Vila Zilda. O ministro Zanin justificou a medida pela gravidade dos fatos relatados, que chegaram ao conhecimento da Suprema Corte às 16h32min49s.

Em paralelo, o coordenador da campanha de reeleição do presidente Lula, senador Camilo Santana, acusou boicote ao transporte público nas capitais governadas por opositores ao PT, alegando que a decisão do STF chegou tarde demais para mitigar os efeitos do caos. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também classificou a falta de ônibus como crime contra a democracia. Essas declarações foram registradas pela reportagem do G1.

Fonte: G1 Eleições (https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleições/2026/noticia/2026/10/25/presidente-do-tre-sp-afirma-que-so-recebeu-decisao-de-prorrogar-votacao-as-18h17-e-que-nao-houve-prejuizo-para-os-eleitores.ghtml).