O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), está articulando a votação da proposta de adoção do sistema distrital misto ainda neste ano. A iniciativa conta com apoio de partidos do Centrão, como PSD e MDB, que veem na mudança a possibilidade de reduzir a influência dos chamados puxadores de votos e ampliar a participação dos prefeitos nas eleições para deputado.

No modelo distrital misto, parte das vagas seria preenchida por candidatos eleitos diretamente em distritos, enquanto o restante seguiria o critério proporcional por listas partidárias. O presidente da Casa defende que o novo arranjo pode tornar a escolha dos parlamentares mais representativa e limitar o efeito de candidatos com votação expressiva que, atualmente, ajudam a eleger colegas de legenda.

A proposta encontra resistência de siglas que se beneficiam do sistema proporcional, como PT e PL, que temem perder a capacidade de alavancar candidatos por meio dos puxadores de votos. A oposição desses partidos pode dificultar a aprovação da mudança antes do fim de 2026.

A discussão sobre a reforma eleitoral também inclui debate sobre limites à propaganda política nas redes sociais e a possibilidade de estabelecer uma trava de até um milhão de votos para os puxadores, medida que ainda está em fase de avaliação pelos parlamentares.