Na manhã desta quarta‑feira (28/10), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), revelou a criação de um grupo de trabalho destinado a elaborar proposta de alteração do Código Eleitoral que inclua regras específicas para propaganda eleitoral nas plataformas digitais. O anúncio ocorreu poucos dias após o término da eleição presidencial de 2026, em que partidos acusaram a Meta de favorecer a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) em detrimento da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Motta explicou que o grupo será formado em até 15 dias, com representação de todos os partidos, que indicarão um membro para participar da elaboração da proposta. Segundo ele, há unanimidade entre as legendas quanto à necessidade de garantir paridade de armas e transparência nas redes sociais, sem censurar conteúdo político.
A iniciativa foi precedida por reunião de Motta com os presidentes do PSB, João Campos, e do PSD, Gilberto Kassab, além de integrantes de outros partidos, onde também se discutiu a mudança do sistema de votação proporcional para o “voto distrital misto” a partir de 2034. Motta afirmou que pretende se reunir ainda nesta tarde com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), para avançar a proposta e tentar colocá‑la em votação até o final do ano.
Em nota, a Meta contestou as acusações de interferência, alegando que as falhas técnicas apontadas foram pontuais, corrigidas rapidamente e que seus sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política. A empresa ressaltou que suas regras são aplicáveis a todos os candidatos de forma igualitária.
