O segundo turno das eleições de 2026 no Ceará terminou sem prisões realizadas pela Polícia Civil, segundo balanço divulgado pela Secretaria da Segurança Pública. Entre as 0h e 23h59 de domingo (25/10), foram registrados 25 procedimentos relacionados a irregularidades eleitorais, com a condução de 18 pessoas às delegacias para esclarecimentos ou assinatura de termos circunstanciados, mas nenhum dos casos resultou em prisão em flagrante.

As ocorrências, registradas em 20 municípios do estado, incluíram 10 casos de registro de voto na cabine (eleitores filmando o voto), 5 situações de promoção à desordem do trabalho eleitoral, 2 registros de voto em lugar de terceiros, 3 situações de distribuição de santinhos e adesivos, 2 de propaganda eleitoral, 1 de transporte irregular de eleitores, 1 de crime eleitoral e 1 de coação mediante violência. A ação fez parte da Operação Eleição 2026, que mobilizou 23.923 agentes de segurança pública nos 184 municípios cearenses.

Em paralelo, a Polícia Federal divulgou nesta segunda-feira (26/10) um balanço nacional apontando 86 casos de possíveis crimes eleitorais no país, dos quais dois ocorreram no Ceará. Um desses casos, distinto das ocorrências da Polícia Civil, terminou com a prisão de um eleitor em Fortaleza. De acordo com a PF, o homem quebrou uma urna eletrônica na Escola Adalberto Studart Filho, no bairro Planalto Ayrton Senna, após uma discussão relacionada à fila preferencial. Ele foi detido e deverá passar por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), a urna danificada foi substituída e a mídia transferida para o equipamento novo, o que permitiu a normalização da votação no local. A prisão registrada pela Polícia Federal é, até o momento, a única relacionada ao segundo turno no estado.