No domingo (01/11/2026), a agência Poder360 publicou um texto que reúne oito exemplos de como pesquisas de ciência básica geraram importantes avanços na saúde. Entre os casos citados, a enzima Taq polimerase, isolada da bactéria *Thermus aquaticus* encontrada em fontes termais de Yellowstone, possibilitou o desenvolvimento da técnica de PCR, amplamente usada em diagnósticos moleculares. Outro exemplo é a descoberta de um mecanismo de silenciamento gênico a partir de experimentos com petúnias, que hoje sustenta terapias de edição genética. No Brasil, estudos sobre o veneno da jararaca levaram ao captopril, medicamento essencial no controle da hipertensão. O texto ainda ressalta que vacinas de RNA mensageiro contra a Covid‑19 só foram viáveis graças a décadas de pesquisa básica sobre coronavírus, RNA e sistemas de entrega.

Segundo o biomédico e divulgador científico Lucas Zanandrez, da iniciativa “Olá, Ciência!”, a ciência básica se dedica a entender como os fenômenos funcionam, enquanto a ciência aplicada parte de um problema concreto; ambas são complementares e podem gerar inovações inesperadas. O biólogo Welbert de Oliveira Pereira, coordenador do curso de engenharia biomédica do Ensino Einstein, reforça que a imprevisibilidade dos resultados é parte natural da pesquisa, e que o financiamento contínuo de universidades e agências públicas é crucial, já que projetos de ciência básica atraem menos recursos privados.

A matéria conclui que manter um “estoque” de conhecimentos básicos – como as descobertas citadas – é essencial para responder a desafios clínicos futuros, permitindo que descobertas curiosas sejam reaproveitadas em novas tecnologias de saúde.