Em 2 de novembro de 2026, pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo, em São Carlos, divulgaram o desenvolvimento de uma plataforma que combina realidade virtual, inteligência artificial e análise da atividade cerebral para detectar comprometimento cognitivo leve (CCL) em idosos. O sistema registra movimentos oculares e a atividade elétrica cerebral enquanto os participantes realizam tarefas em ambientes virtuais, permitindo a análise de padrões biológicos em milissegundos.
O projeto de pós‑doutorado, coordenado por Roberto Douglas Guimarães de Aquino sob a supervisão do professor Alexandre Delbem, visa superar as limitações dos testes neuropsicológicos tradicionais, como o Mini‑Exame do Estado Mental e o Montreal Cognitive Assessment (MoCA), que são sensíveis a variáveis socioculturais e apresentam baixa sensibilidade para estágios iniciais de comprometimento.
Segundo a assessoria de imprensa do ICMC, a avaliação é feita em uma única sessão multimodal, integrando dados de eletroencefalograma e rastreamento ocular. O objetivo é oferecer uma ferramenta mais objetiva e precoce para identificar idosos com CCL, condição que afeta de 15 % a 20 % das pessoas com mais de 65 anos e que pode evoluir para demência em até cinco anos.
A iniciativa conta com apoio da FAPESP por meio do centro de pesquisa aplicada ciaGsaúde e envolve colaboração com o Centro de Engenharia Aplicada à Saúde da Escola de Engenharia de São Carlos. Fonte: Poder360.
