O Palácio do Planalto tem orientado presidentes e assessores a evitar comentários sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, segundo a coluna do Estadão. A estratégia, elaborada com o Itamaraty, visa manter o silêncio diante das provocações de presidentes estrangeiros como Donald Trump e Javier Milei, que teriam apoiado a ida do senador ao exterior.
A decisão de não reagir publicamente tem gerado tensão entre petistas, que temem que a falta de posicionamento seja interpretada como omissão. Parlamentares mais agressivos reclamaram da estratégia, enquanto interlocutores do governo defendem que o “silêncio é a resposta” para isolar Flávio Bolsonaro e minimizar sua relevância política.
Camilo Santana, senador do PT‑CE e coordenador da campanha presidencial de Lula, resumiu a postura oficial ao afirmar que o governo não vai “gastar energia nem perder tempo com aqueles que viram as costas para a bandeira brasileira”. A orientação foi transmitida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo a coluna, segue a linha de não dar corda para críticas externas ao episódio.
A coluna ainda destaca que a fuga de Flávio Bolsonaro ocorreu na manhã de quarta‑feira, após suposta colaboração de autoridades argentinas e americanas, e que o senador chegou a Miami. O governo, porém, prefere não comentar o caso, mantendo a estratégia de contenção de discurso entre seus membros.
