O Partido Liberal (PL) decidiu apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos‑PB) à presidência da Câmara dos Deputados e, ao mesmo tempo, manter a indicação de Rogério Marinho (PL‑RN) como seu representante no Senado. A estratégia, divulgada pela CNN Brasil, visa garantir que o partido, que saiu das urnas de outubro com a maior bancada na Câmara (121 deputados) e no Senado (28 senadores a partir de 2027), não fique isolado nas negociações de comissões.

Segundo a reportagem, o PL convocou uma reunião interna para a próxima terça‑feira (03/11), às 18h, a fim de definir a posição sobre a disputa da presidência da Câmara e a distribuição de cargos no Legislativo. Antes de fechar acordo com Hugo Motta, o partido chegou a avaliar a possibilidade de lançar candidatura própria, cogitando nomes como Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes.

A decisão de apoiar Motta ocorre apesar de resistência de setores mais radicais do PL, que temem a proximidade do presidente da Câmara com o governo Lula. No Senado, o PL pretende manter Rogério Marinho como aliado, já que o senador Flávio Bolsonaro anunciou a intenção de indicar Marinho para a presidência da Casa. A votação para o comando do Senado será secreta, e o apoio formal das legendas ainda não garante a totalidade dos votos.

A reportagem destaca ainda que, sem um acordo com Motta, o PL poderia perder influência nas comissões, principalmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é a primeira a ser escolhida e tem papel estratégico nas discussões legislativas.