O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta terça-feira (03/11) que o partido pretende ocupar a presidência de sete comissões permanentes da Casa a partir de 2027. Segundo o parlamentar, a legenda baseia sua reivindicação no princípio da proporcionalidade partidária, independentemente de o partido integrar ou não um bloco parlamentar nas negociações para a Mesa Diretora.
Embora o PL pleiteie os colegiados, o Regimento Interno da Câmara não garante automaticamente a ocupação dos cargos, uma vez que a escolha dos presidentes de comissões depende de eleição interna entre os próprios integrantes dos colegiados, conforme o artigo 39 do regimento. A definição das prioridades da sigla está atrelada às articulações para a sucessão da presidência da Câmara, disputa em que o nome de Hugo Motta (Republicanos-PB) é debatido.
A bancada do PL mantém divergências internas sobre o apoio a Motta. Enquanto parte dos parlamentares, como o deputado Nikolas Ferreira, defende que a legenda priorize sua identidade política — chegando a sugerir que abriria mão da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para não ceder a acordos —, a cúpula do partido ainda avalia as opções. A decisão final sobre a estratégia da sigla e o posicionamento na eleição da Câmara, prevista para fevereiro de 2027, foi adiada para o dia 11 de novembro, após consulta aos 32 novos deputados eleitos, informou o Poder360.
