A bancada do PL, que passará a ter 29 senadores – a maior do Senado a partir de 2027 – está dividida sobre lançar ou não uma candidatura contra o presidente Davi Alcolumbre (União‑AP) nas eleições para a presidência da Casa em fevereiro. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho (PL‑RN) defendem a disputa, enquanto setores mais ideológicos do PL argumentam que a remoção de Alcolumbre seria necessária para avançar com pedidos de impeachment de ministros do STF, sobretudo Alexandre de Moraes.

Outros membros do PL alertam para o risco de perder espaços nas comissões e na Mesa Diretora caso a legenda seja derrotada. O senador Efraim Filho (PL‑PB) pediu cautela, ressaltando a necessidade de avaliar todos os cenários antes de decidir. Um parlamentar que preferiu permanecer anônimo ao g1 ecoou a mesma preocupação, temendo que o partido fique com a maior bancada, mas sem influência efetiva.

Do lado da ala mais combativa, o senador Carlos Jordy (PL‑RJ) argumenta que o enfrentamento é imprescindível após a decisão do ministro Alexandre de Moraes de cancelar e confiscar os passaportes de Flávio Bolsonaro, apontando a defesa da democracia como prioridade. A decisão final da bancada deve ser tomada na reunião marcada para a próxima quarta‑feira (4 de novembro). Fonte: G1 Política.