Segundo o Congresso em Foco, nas eleições de 4 de outubro de 2026 o Partido Liberal (PL) obteve a maior quantidade de cadeiras no Senado, com 19 dos 54 cargos disputados, representando 35,2% do total. Esse desempenho superou o MDB, que ficou com sete vagas, e o PT, com seis, configurando uma vantagem significativa para o PL.

O resultado também evidenciou uma forte renovação: apenas 14 dos 54 senadores eleitos eram incumbentes, o que significa que 40 cadeiras (74,1%) serão ocupadas por novos titulares a partir de fevereiro de 2027. Em 15 das 27 unidades da Federação, ambos os senadores foram substituídos; apenas Amazonas e Sergipe mantiveram os dois representantes.

O PL destacou-se especialmente em cinco estados – Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina – onde conquistou as duas vagas disponíveis, totalizando dez senadores. Entre os eleitos nesses locais estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (DF), Carlos Portinho e Carlos Jordy (RJ), Carol de Toni e Carlos Bolsonaro (SC), Reinaldo Azambuja e Capitão Contar (MS) e Fernando Máximo e Bruno Scheid (RO). O partido também garantiu uma das duas vagas em outros nove estados, ampliando sua presença geográfica em todas as regiões do país.

O MDB e o PT ficaram em seguida, com sete e seis cadeiras, respectivamente, enquanto outros partidos menores dividiram o restante das vagas. No total, os três maiores partidos – PL, MDB e PT – concentraram 32 das 54 cadeiras (59,3%). A taxa de reeleição foi baixa: dos 32 senadores que buscaram a renovação, apenas 14 foram reeleitos, entre eles nomes como Marcio Bittar (PL‑AC) e Eduardo Braga (MDB‑AM). Entre os derrotados, destacam‑se Renan Calheiros (MDB‑AL) e Randolfe Rodrigues (PT‑AP).