A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) às 21h16 de domingo, 25 de outubro de 2026, sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas. O pedido foi atendido pelo ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a apreensão dos documentos e proibiu a saída do país do senador.
O pedido da PF foi formalizado na segunda‑feira, 26 de outubro, após Flávio Bolsonaro ter visitado o pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília. O senador, sua esposa e as duas filhas adolescentes deixaram o Brasil alegando receio de possíveis decisões judiciais.
Segundo o próprio Flávio, a decisão de Moraes foi influenciada por declaração de seu irmão, o ex‑deputado Eduardo Bolsonaro (PL‑SP), que afirmou em entrevista nos Estados Unidos que seria favorável à saída do senador do país caso ele perdesse as eleições. A PF, por sua vez, não detalhou outros fundamentos do pedido além da necessidade de garantir a efetividade de eventual medida judicial.
A derrota de Flávio Bolsonaro foi confirmada pelo sistema do TSE às 21h09 de 25 de outubro, com Lula obtendo 51,79% dos votos válidos (64.256.232) e Flávio 48,21% (59.826.041). O caso segue em acompanhamento pelas autoridades e ainda não há pronunciamento oficial da defesa do senador sobre a apreensão dos passaportes.
