Petrobras anunciou na quinta‑feira (29/10/2026) a conclusão da perfuração do poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. A estatal confirmou a presença de petróleo em uma camada de rochas no bloco FZA‑M‑59, a cerca de 175 km da costa do Amapá, em águas de 2.886 m de profundidade. A descoberta, que já havia sido anunciada em agosto (primeira camada) e no início de outubro (segunda camada), agora inclui uma camada ainda mais profunda.
A identificação de petróleo em três intervalos geológicos indica que diferentes formações subterrâneas contêm acúmulo de óleo no mesmo poço. Embora o resultado aumente as expectativas em torno da Margem Equatorial, a Petrobras ainda não avaliou o tamanho das reservas nem a quantidade de óleo que pode ser extraída de forma economicamente viável. A companhia ainda não divulgou estimativas de reservas para o Morpho e, com a conclusão da perfuração, iniciou o abandono do poço.
A Margem Equatorial, que se estende por cerca de 2.200 km do Amapá ao Rio Grande do Norte, é considerada uma das principais fronteiras de exploração de petróleo do Brasil. Na Bacia da Foz do Amazonas, a Petrobras planeja perfurar mais três poços no bloco FZA‑M‑59 para delimitar as descobertas e avaliar o potencial de produção. O cronograma, informado ao Ibama, prevê a perfuração do Manga a partir de março de 2027, seguida pelos poços PAD Morpho (início marcado para novembro de 2027) e Crotalus (programado para julho de 2028).
