Paulo Marinho (Republicanos-RJ), primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou solidariedade ao parlamentar que está nos Estados Unidos sem previsão de retorno. Em entrevista, Marinho disse compreender as razões da fuga e afirmou que quer fazer “um gesto de carinho” ao senador. Apesar da demonstração de apoio, o empresário deixou claro que não tem intenção de assumir a vaga no Senado nem de articular qualquer movimento nesse sentido.
A situação de Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno da eleição presidencial e que deixou o país após a diplomação, não implica perda automática do mandato. O senador só perde a cadeira se faltar a um terço das sessões ou for cassado por decoro ou condenação transitada em julgado, o que exigiria votação de pelo menos 41 dos 81 senadores. Enquanto isso, ele continua a receber o salário mensal de R$ 46,3 mil e consta como “senador em atividade” no portal do Senado.
Marinho explicou que, se depender do primeiro suplente, a vaga permanecerá vaga até 31 de janeiro, data de encerramento da legislatura, pois ele não pretende assumir o cargo. A matéria foi publicada na VEJA em 1 de novembro de 2026.
