Dirigentes dos partidos Republicanos, Podemos, MDB e União Brasil, que apoiaram a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais, manifestaram reconhecimento à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo (25/10). As legendas, que juntas elegeram 150 deputados federais e 20 senadores para a legislatura de 2027, defenderam o diálogo institucional e a pacificação nacional para o próximo mandato.

O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), afirmou que o novo governo precisa atuar com responsabilidade para todos os brasileiros, inclusive eleitores de Flávio, priorizando o respeito às diferenças e o diálogo com o Congresso. No Podemos, a presidente nacional Renata Abreu (SP) desejou sabedoria à gestão petista e ressaltou que a bancada de 27 deputados e dois senadores do partido manterá postura independente no Parlamento, colocando os interesses do país acima de disputas partidárias.

No MDB, que elegeu 36 deputados e oito senadores, o presidente Baleia Rossi (SP) reconheceu a soberania da vontade popular e desejou serenidade a Lula para governar em favor de todos. O União Brasil, por meio do deputado eleito Antonio Rueda, saudou Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), declarando disposição para colaborar com o Executivo em agendas de crescimento econômico e redução de desigualdades. Vale notar que o PP, que integra federação com o União Brasil, não se pronunciou oficialmente sobre o resultado.

Também houve manifestações de partidos que optaram pela neutralidade no segundo turno. O PSD, presidido por Gilberto Kassab, cumprimentou a chapa vencedora e defendeu a cooperação entre os Poderes, destacando prioridades em saúde, educação e desenvolvimento técnico-científico. O partido elegeu 43 deputados, quatro senadores e quatro governadores. No PSDB, o presidente Aécio Neves e o líder na Câmara, Adolfo Viana, parabenizaram Lula pela reeleição, mas reiteraram que a sigla permanecerá na oposição.

As declarações foram divulgadas no mesmo dia da apuração dos resultados, sinalizando um cenário de transição marcado pela busca de consensos institucionais entre o governo eleito e as principais bancadas de oposição e centro.