Na quarta‑feira (28/10), partidos tradicionalmente associados ao Centrão – PSDB, União Brasil e MDB – emitiram declarações rejeitando a narrativa golpista do senador Flávio Nantes Bolsonaro (PL). Em carta aberta, o ex‑presidenciável havia se autodenominado “presidente eleito” antes de recuar e passar a se chamar “líder”.
O União Brasil, que apoiou a candidatura de Flávio no segundo turno, afirmou que a democracia é um “valor inegociável” e que a eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura, devendo seu resultado ser respeitado, conforme nota assinada pelo presidente nacional Antonio Rueda. O MDB, por meio do deputado Baleia Rossi, declarou total confiança no sistema eleitoral brasileiro e reiterou a legitimidade do pleito.
Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, classificou o comportamento de Flávio como “incompreensível”, ressaltando que a oposição deve atuar dentro do território nacional, fiscalizando o governo e cobrando compromissos. Já o presidente do PDT, Carlos Lupi, denunciou a fuga de Flávio como “ilegal” e reafirmou o compromisso do partido com o pleno respeito ao resultado eleitoral, que consolidou a vitória do presidente Lula.
As manifestações reforçam a posição dos partidos centristas de que o processo eleitoral foi legítimo e que eventuais tentativas de deslegitimar o resultado não terão espaço no debate político. Até o momento, não há registro de respostas oficiais de Flávio Bolsonaro às críticas dos partidos do Centrão.
