Partidos de centro articulam apoio à aprovação de uma reforma política que alteraria o sistema de escolha de deputados e vereadores no Brasil a partir de 2034, adotando o modelo distrital misto. O modelo, que prevê dois votos – um em candidato local e outro em lista partidária – foi discutido em reunião na quarta‑feira (28/10) entre líderes partidários e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB). Presentes estavam integrantes do PSB, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB‑Cidadania e Podemos; PL, PT, PSOL, Novo e Missão não participaram.

A proposta ainda não tem texto definitivo e precisará ser aprovada por uma PEC em dois turnos, com no mínimo 3/5 dos votos na Câmara e no Senado. Caso aprovada, a mudança se aplicaria apenas às eleições proporcionais (vereadores, deputados estaduais, distritais e federais), mantendo o modelo majoritário para senadores.

Segundo a análise do Poder360, o distrital misto "trava os puxadores" – candidatos com votação expressiva que puxam outros nomes da lista – mas não resolve o desequilíbrio na distribuição de cadeiras entre as unidades federativas, já que o número de vagas por estado permanece baseado no quociente eleitoral vigente.

A matéria destaca que, embora o modelo misto possa limitar a influência de candidatos de grande expressão, a divisão dos distritos por população equivalente ainda gera disparidades entre estados, mantendo o desequilíbrio já observado no sistema atual.