O Partido Liberal (PL) confirmou nesta quarta‑feira (4 de novembro de 2026) a candidatura do senador Rogério Marinho (RN) ao cargo de presidente do Senado Federal nas eleições de 2027. A decisão foi tomada após reunião de lideranças da sigla em Brasília e tem como objetivo impedir a continuidade de Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP) no comando da Casa. Marinho, atual líder da oposição no Senado, conta com o apoio formal do Novo, que possui três senadores, e busca conquistar votos individuais de ao menos sete partidos para alcançar os 41 votos necessários à vitória, caso o PL (29 senadores) e o Novo se mantenham alinhados e haja dissidências nas bancadas do Republicanos, PP, MDB, Podemos e PSD.

Em discurso à bancada, Marinho recordou a disputa de 2023, quando concorreu à presidência do Senado contra Rodrigo Pacheco (PSD‑MG) com apoio de Alcolumbre, e mencionou que sua decisão de se lançar novamente foi motivada por um pedido do então presidente Jair Bolsonaro. O senador destacou que, apesar da derrota naquela ocasião, o grupo saiu fortalecido, afirmando que "perdemos ganhando" e que isso gerou unidade dentro da bancada.

Marinho também criticou a condução da Casa após a eleição anterior, acusando os adversários de serem tratados como inimigos e não como concorrentes políticos, e denunciou supostas punições contra parlamentares do PL, que teriam sido impedidos de participar de comissões e da Mesa do Senado. Ao defender sua candidatura, ele ressaltou o compromisso de respeitar a proporcionalidade partidária, o diálogo e a dissidência dentro do Congresso.

A candidatura de Rogério Marinho ainda depende da consolidação de alianças e do apoio de outras legendas para alcançar a maioria necessária na eleição de 2027. Fonte: Gazeta do Povo.