A coligação liderada por Eduardo Paes (PSD) apresentou, nesta quarta‑feira (04/11), pedido ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro para cassar a chapa de Douglas Ruas (PL), governador eleito do estado. A representação alega compra de votos, coação de eleitores e divulgação coordenada de propaganda eleitoral fraudulenta, incluindo materiais impressos que teriam associado indevidamente Ruas ao número 13, símbolo do PT, para induzir votos inválidos.
Entre os argumentos, a campanha de Paes destaca a distribuição de 100 mil exemplares de um santinho intitulado “Douglas Ruas – Evangélico”, que atribui a Paes posições contrárias ao aborto, à legalização de drogas e ao uso de banheiros unissex, informações que considera falsas. Também são citados santinhos com a foto de Paes e o número 22, utilizado por Ruas, sem identificação do responsável pela impressão.
A petição pede a cassação do registro da chapa, a anulação dos votos atribuídos a Ruas e sua vice‑governadora Fernanda Louback (PL) e a declaração de inelegibilidade de ambos por oito anos. Até o momento, o TRE não havia se manifestado sobre o pedido. O governador eleito, Douglas Ruas, não se pronunciou quando contactado por sua assessoria.
Segundo dados do TRE, mais de 204,3 mil eleitores registraram o número 13 na urna para governador, o que, segundo a campanha de Paes, poderia ter sido um indicativo de tentativa de invalidar votos que, de outra forma, teriam favorecido o ex‑prefeito. Ruas foi eleito com 4.271.199 votos (50,88 % dos válidos), enquanto Paes recebeu 3.706.984 votos (44,16 %).
A representação ainda menciona a apreensão de R$ 600 mil em espécie e planilhas em Niterói, ligadas a Priscila Alencar dos Santos, filha da deputada Soraya Santos (PL), e solicita que esses fatos sejam incluídos na investigação para apurar possível vínculo com a suposta compra de votos.
