No domingo, 25 de outubro de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, adotou uma estratégia para limitar a disseminação de teorias da conspiração durante a apuração do segundo turno das eleições. Após a decisão do ministro do STF, Cristiano Zanin, de ampliar o horário de votação em duas horas, seis dos sete ministros do TSE criticaram publicamente a medida, enquanto Nunes Marques buscou garantir que apenas as urnas ainda abertas fossem afetadas pela extensão.

Segundo a reportagem da VEJA, Nunes Marques informou por telefone a Zanin que não seria viável arrastar a eleição, pois a maioria dos aparelhos já estava lacrada, e em seguida divulgou nova decisão restringindo a ordem àquelas urnas ainda em aberto ao público. O ministro também solicitou esclarecimentos às prefeituras e aos Tribunais Regionais Eleitorais, respondendo às pressões do PT e da coligação de Flávio Bolsonaro para postergar a votação.

O clima no TSE foi descrito como de quase revolta, com ministros André Mendonça e Dias Toffoli discutindo a possibilidade de pedir ao presidente do STF, Edson Fachin, que revertesse a ordem de ampliação do horário. A única voz favorável à medida foi a de Estela Aranha, ex‑auxiliar de Flávio Dino. A estratégia de Nunes Marques buscou, assim, preservar a credibilidade do processo eleitoral diante de declarações de Flávio Bolsonaro, que chegou a afirmar ser “verdadeiro presidente eleito”.