No dia 28 de outubro de 2026, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), recusou-se a comentar a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, depois da divulgação dos resultados das eleições. Em entrevista a jornalistas, Nunes afirmou que seria “imprudente” opinar sobre a atitude sem conhecer os motivos reais, acrescentando que esperava que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprisse as promessas de campanha.

O prefeito também deixou em aberto a avaliação sobre a capacidade de Flávio Bolsonaro de liderar a oposição ao governo Lula ou se a sua saída enfraquecerá a direita. Ele disse que “não sei nem se ele vai voltar, se ele não vai voltar. Acho que é muito prematuro para a gente dizer”.

Nunes destacou que o resultado eleitoral estabeleceu duas responsabilidades: a de Lula, que venceu a disputa presidencial e terá de governar, e a da oposição, que recebeu cerca de 60 milhões de votos e, segundo ele, deverá fiscalizar o governo.

Em relação ao resultado das eleições, Nunes reiterou que espera que Lula cumpra compromissos apresentados durante a campanha, como a oferta de ônibus gratuitos aos sábados e domingos, a transferência de R$ 5.000 via Pix para estudantes e o perdão de dívidas, além da equiparação dos agentes comunitários de saúde às regras de aposentadoria especial e estabilidade no emprego. Ele apontou que já oferece transporte gratuito aos domingos em São Paulo desde 2023 e gostaria de ver a iniciativa ampliada nacionalmente.

A fuga de Flávio Bolsonaro, que ocorreu na noite de 27 de outubro, foi motivada, segundo o senador, por perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O pedido da Polícia Federal para que Flávio devolvesse seus passaportes foi feito apenas 7 minutos após o Tribunal Superior Eleitoral declarar o resultado da eleição presidencial, que favoreceu Lula com 51,79% dos votos válidos.