O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou na sexta‑feira (30/10/2026) a transferência do deputado estadual do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar, ex‑presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para uma unidade prisional no estado fluminense. A mudança não altera a situação jurídica de Bacellar, que permanece preso preventivamente enquanto as investigações prosseguem.

A Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro já iniciou as tratativas com a Secretaria Nacional de Políticas Penais para organizar a mudança, mas ainda não foi definida a unidade prisional que receberá o parlamentar.

A mesma decisão de Moraes abrange o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, investigado por suposto vazamento de informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal contra o ex‑deputado estadual TH Joias. O magistrado teve a prisão preventiva revogada e passou a cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte. Macário nega as acusações e sua defesa afirma que não há provas de sua participação no vazamento.

Segundo a investigação, Bacellar teria alertado o então deputado TH Joias sobre a operação policial, o que motivou a suspeita de que o desembargador teria recebido informações antecipadas. A defesa de Macário contestou ainda a alegação de que os dois se encontraram em uma churrascaria no Aterro do Flamengo em setembro de 2025, apontando levantamento de antenas de telefonia que indicaria que estavam em locais diferentes.

Em manifestação divulgada na sexta‑feira, a defesa de Macário ressaltou que a decisão do STF reconheceu a suficiência das medidas cautelares em substituição à prisão preventiva, e afirmou que continuará a demonstrar a inocência do magistrado durante a instrução do processo.