A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a queda no número de eleitores ausentes nas urnas ajudaram a explicar por que as pesquisas de intenção de voto divulgadas na véspera do segundo turno, em 24 de outubro, não refletiram a vitória do petista. Segundo Yuri Sanches, chefe de Risco Político e Análise Política do instituto AtlasIntel, a mobilização de eleitores e a redução do abstencionismo – de 21,08 % no primeiro turno para 19,22 % no segundo – fizeram com que as pesquisas subestimassem a força da candidatura de Lula, que venceu com 51,79 % dos votos válidos contra Flávio Nantes Bolsonaro (PL), que obteve 48,21 %.
Sanches explicou que as pesquisas medem tanto a intenção de voto quanto a probabilidade de comparecimento à urna, mas que mudanças de comportamento entre o primeiro e o segundo turno dificultam a precisão dos levantamentos. “Se temos um primeiro turno em que o comportamento do eleitor se deu de determinada maneira e isso muda drasticamente no segundo turno, certamente é um desafio para que pesquisas captem essa dinâmica”, afirmou.
O analista ainda destacou que a figura de Lula, que participa de quase todas as eleições desde a redemocratização, tem um peso histórico difícil de quantificar estatisticamente, o que pode gerar desvios entre o retrato das pesquisas e o resultado real nas urnas.
Fonte: CartaCapital (https://www.cartacapital.com.br/politica/mobilizacao-pro-lula-e-guinada-no-comparecimento-afastaram-pesquisas-das-urnas-diz-analista-da-atlas/).
