Nesta sábado (31/10), uma comitiva do governo federal chegou a Mato Grosso do Sul para ouvir comunidades indígenas sobre ameaças que teriam sido registradas após o segundo turno das eleições. A visita inclui o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César César Lima e Silva, e a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, que devem se deslocar às aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia, e Sassoró, em Tacuru.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) denunciou mais de 30 casos de violência durante o período eleitoral, entre eles ameaças de envenenamento da água e assassinatos. Um áudio que circulou em grupos de WhatsApp traz a frase: “Tem que pôr veneno na água, tem que matar essas pragas na água”, supostamente gravado por um servidor de Tacuru.
Em resposta, o governo federal criou uma força‑tarefa, acionou a Força Nacional de Segurança Pública e abriu investigações sobre os episódios. As deputadas federais Sônia Guajajara (PSOL‑SP) e Célia Xakriabá (PSOL‑MG) protocolaram ofício de urgência para cobrar investigação. Na sexta‑feira (30/10), o canal usado para receber denúncias de violência contra povos indígenas foi desativado pelo Ministério dos Povos Indígenas devido ao volume de mensagens não relacionadas ao tema, sendo recomendada a utilização do Disque 100, Fala Br ou da ouvidoria do ministério (mpi.ouv@povosindigenas.gov.br).
