Na manhã desta quinta‑feira (29/10), o ministro‑chefe da Secretaria‑Geral da Presidência, Guilherme Boulos, respondeu a críticas que pedem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a adoção de um ajuste fiscal com cortes em políticas sociais. Em postagem no X, Boulos escreveu que quem defende a medida “não entendeu nada do que foi essa eleição” e que “o Tesouraço foi derrotado nas urnas e pela mobilização popular”.
O ministro remeteu a proposta de corte de R$ 200 bilhões defendida pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) – apelidada de “Tesouraço” – como a agenda econômica que perdeu, reforçando que a política fiscal do próximo mandato seguirá a linha aprovada pelos eleitores. Em seu texto, Boulos ainda destacou que a agenda econômica será a que venceu as eleições, não a que perdeu.
A ex‑ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), que também defende a necessidade de ajuste fiscal, foi citada para diferenciar as posições: ela sugere a contenção de gastos por meio de renúncias fiscais e de uma PEC, sem reduzir benefícios sociais. Em entrevista à CNN Brasil na quarta‑feira (28/10), Tebet afirmou que o país possui “muita gordura” para cortar.
A declaração de Boulos surge enquanto o governo de Lula se prepara para assumir em 5 de janeiro de 2027, com a agenda fiscal entre os principais desafios do novo mandato. Até o momento, não há registro de resposta oficial do presidente ou de outros membros do governo à crítica do ministro.
